
Por José António Carvalho
A capital portuguesa conquistou o 3.º lugar no ranking internacional da Street Art Cities, uma das mais reconhecidas plataformas dedicadas à arte urbana. Lisboa surge assim ao lado de Madrid, que ocupa o primeiro lugar, e de Athens, segunda classificada. Assim, reforça a sua posição como um verdadeiro museu a céu aberto à escala global.
Dessa forma, a distinção atribuída nos Street Art Cities Awards, considerados a maior comunidade digital mundial dedicada à street art, coloca Lisboa à frente de cidades históricas da cultura urbana como Berlin, London, New York City e Paris. Um feito que confirma a consistência e a vitalidade da cena artística lisboeta.
Mural “Calypso” em destaque internacional
A saber, entre os momentos altos de 2025 esteve o mural “Calypso”, da artista portuguesa Patrícia Mariano, criado no Bairro da Bela Flor, em Campolide. A obra integrou a 6.ª edição do Festival MURO e alcançou o 5.º lugar na categoria de Melhor Mural do Mundo, entre centenas de propostas internacionais.
Este reconhecimento não resulta apenas da dimensão estética das intervenções espalhadas pela cidade. Reflete também o impacto cultural e social que a arte urbana tem vindo a assumir nos bairros lisboetas, aproximando comunidades, revitalizando espaços e afirmando identidade.
Estratégia cultural com impacto global
Contudo, a consolidação de Lisboa como referência mundial na street art é fruto de uma estratégia municipal que aposta na valorização do espaço público como palco artístico. Do centro histórico às zonas periféricas, passando por fachadas inesperadas e recantos menos óbvios, a arte urbana tornou-se parte integrante da paisagem da cidade.
Nomes como Vhils e Bordalo II continuam a atrair visitantes de todo o mundo, ao mesmo tempo que novas gerações de artistas encontram em Lisboa um território fértil para criar.
Hoje, mais do que uma tendência, a arte urbana é um dos grandes cartões de visita da capital portuguesa. Lisboa afirma-se como destino cultural obrigatório, onde cada mural conta uma história e cada bairro se transforma numa galeria viva.
Fonte: CML



