
Por António Silva Campos
Um dia de celebração e Convívio
Vale de Zebro, 1 de julho de 2023 — realizou-se na Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, mais uma comemoração do Dia do Fuzileiro. O evento acontece todos os anos, no primeiro sábado de julho, na unidade “mãe” desta força especial da Marinha Portuguesa e das Forças Armadas.
Um encontro entre gerações
Dessa forma, o evento é uma iniciativa do Corpo de Fuzileiros, com o apoio da Associação de Fuzileiros. Por isso o seu objetivo é simples: juntar diferentes gerações num dia dedicado ao convívio e à camaradagem. Além disso, o ambiente foi marcado por um forte espírito de corpo e por momentos de grande confraternização.
Atividades e momentos de destaque
Dessa forma, o programa contou com várias atividades significativas. A Eucaristia de Ação de Graças, a Cerimónia Militar de Homenagem aos Fuzileiros falecidos e o tradicional almoço-convívio. Contudo, durante o dia, os Fuzileiros mais antigos recordaram com emoção os tempos passados na Escola. Nesse sentido, reencontraram camaradas de armas e partilharam histórias e experiências com as novas gerações. Dessa forma, a “família FZ” está de parabéns. A adesão foi enorme, e muitos familiares e amigos juntaram-se à celebração. Assim foi, o resultado foi um dia cheio de alegria, união e orgulho para todos os presentes.
A história dos Fuzileiros Portugueses
A presença dos Fuzileiros na Armada começou em 1585, quando foram criados os primeiros núcleos de treino das guarnições das naus da Índia. O objetivo era preparar os homens para o uso da artilharia e da fuzilaria. Contudo, mais tarde, em 1621, nasceu oficialmente o Corpo de Fuzileiros, a força militar permanente mais antiga de Portugal. A nova unidade recebeu o nome de “Terço da Armada da Coroa de Portugal”. Os Fuzileiros de hoje são os legítimos herdeiros dessa tradição.
Do “Terço da Armada” à Brigada Real da Marinha
Entre os séculos XVII e XVIII, os chamados “Soldados da Armada” ou “Marinheiros do Fuzil” combateram em diversas frentes. Atuaram no Brasil, na defesa do território nacional e no Mediterrâneo, onde lutaram ao lado de Lorde Nelson. “O Terço” era visto como uma unidade de elite, e o Rei D. João IV chegou a nomeá-lo como sua guarda pessoal. Contudo, no final do século XVIII, a estrutura foi alterada e passou a chamar-se “Brigada Real da Marinha”, composta por dois Regimentos de Infantaria e uma Unidade de Artilharia.
Durante o século XIX, a Europa iniciou o processo de colonização em África.
Nesse contexto, Portugal sentiu a necessidade de afirmar a sua presença nos territórios ultramarinos. Assim, os Fuzileiros desempenharam um papel essencial na defesa dos interesses portugueses e na consolidação da presença nacional.
Missões coloniais e o século XX
Os “Marinheiros do Fuzil” participaram em campanhas militares em Angola, Moçambique e Guiné. Mais tarde, em 1961, com o início da Guerra do Ultramar, Portugal voltou a mobilizar os Fuzileiros. combateram na selva, nos rios, nas savanas e nos montes. Realizaram patrulhas fluviais, operações anfíbias e ações de combate direto, garantindo a segurança das instalações da Marinha. Durante 14 anos de conflito, cerca de 12.500 homens serviram nos teatros de operações.
As Novas Missões Internacionais
Com o passar dos anos, as missões dos Fuzileiros Portugueses ganharam um novo alcance. Atualmente, participam em operações internacionais de paz e segurança. Entre as missões mais recentes estão:
Bósnia
Timor-Leste
Afeganistão
República Centro-Africana
Lituânia
Finalmente, estas missões refletem o profissionalismo e a coragem que sempre caracterizaram o Corpo de Fuzileiros. Em suma, O Dia do Fuzileiro é muito mais do que uma comemoração. Por isso é um momento de união, homenagem e orgulho nacional.
Por essa razão, a celebração mantém viva a história de uma força que, há mais de quatro séculos, defende Portugal com honra, coragem e espírito de missão.





