
Por José António Carvalho
Karetus lançam “MODAS”
Karetus voltam a agitar o panorama musical com a chegada de “MODAS” às plataformas digitais. Depois do impacto de “Laurinda” e “Moleirinha”, o novo disco marca uma nova etapa na discografia do duo. Aqui, a eletrónica cruza-se com a cultura popular portuguesa.
Um Karnaval com identidade portuguesa
“MODAS” dá forma ao Karnaval dos Karetus. O álbum assume-se como banda sonora de uma época festiva que quer falar português.
Além disso, apresenta uma sonoridade definida como folk-bass. Ou seja, batidas modernas misturam-se com instrumentos tradicionais. Assim, passado e futuro encontram-se de forma natural.
Raízes transmontanas
A viagem começa com forte identidade transmontana. “Entrudo” e “Carolina” evocam o som de Trás-os-Montes. São temas que celebram o ritmo e a simbologia da região.
Ao mesmo tempo, o disco une culturas, gerações e estilos. Portanto, mostra que a tradição não é estática. Pelo contrário, pode ser reinventada.
Colaborações de peso
Depois das participações de IOLANDA e Vitorino em “Laurinda”, e de Conan Osíris, Isabel Silvestre e Júlio Pereira em “Moleirinha”, o projeto ganha novas vozes.
Entre os nomes confirmados estão Dona Rosa, Gaiteiros de Lisboa, Tanxugueiras, Mike El Nite, Galandum Galundaina, Romeu Bairos e Zeca Medeiros. Assim, o álbum reforça a sua diversidade artística.
Por outro lado, os restantes temas ainda serão revelados. Esses contam com Buba Espinho, Toy, Wet Bed Gang e Ricardo Ribeiro.
Uma estética entre tradição e futuro
O universo visual acompanha esta fusão sonora. Num vídeo filmado numa retrosaria tradicional, máscaras e chocalhos surgem lado a lado com tecnologia.
Dessa forma, o projeto simboliza o encontro entre o Portugal antigo e a vanguarda eletrónica. A estética é futurista. No entanto, as raízes mantêm-se transmontanas.
Um novo movimento cultural
Com “MODAS”, os Karetus iniciam um novo movimento. O objetivo é valorizar a herança cultural portuguesa.
Ao mesmo tempo, querem levá-la aos palcos nacionais e internacionais. Não se limitam a revisitar tradições. Transformam-nas em algo atual, vibrante e pronto para o mundo.
Fonte: SET



