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PORTUGAL

Estrondo na Figueira da Foz explicado por voo supersónico de F-16

detalhe de f16 com condensação nas asas em voo rápido
F-16 em voo com efeito de condensação nas asas | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Força Aérea garante que não houve perigo e esclarece fenómeno que surpreendeu a população

O estrondo ouvido na passada segunda-feira na Figueira da Foz teve origem num voo supersónico de um caça da Força Aérea Portuguesa, que ultrapassou a barreira do som durante uma missão operacional.

Em comunicado, a instituição esclareceu que a ocorrência resultou da atuação de um F-16 Fighting Falcon (na versão F-16M), no âmbito da defesa aérea nacional. A manobra obrigou à quebra da barreira do som, o que gerou o forte estrondo sentido pela população.

O que é um “boom sónico”?

f16 com afterburner ativo durante voo militar
Caça F-16 com pós-combustão ativa, evidenciando a potência do motor | Foto: José A. Carvalho

Este tipo de ruído, conhecido como “boom sónico”, ocorre quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som. Nesse momento, forma-se uma onda de choque que se propaga até ao solo, sendo percecionada como uma explosão seca.

Apesar do impacto sonoro, trata-se de um fenómeno físico normal na aviação militar e não representa perigo direto.

Porque se ouviu com tanta intensidade

A Força Aérea explicou ainda que determinadas condições atmosféricas podem amplificar o efeito do som. Fatores como a temperatura, a humidade ou a altitude do voo influenciam a forma como a onda de choque se propaga.

Em alguns casos, o estrondo pode ser ouvido a vários quilómetros de distância e em diferentes localidades, o que ajuda a explicar a surpresa gerada entre a população.

Missões que fazem parte da rotina

Este tipo de operação insere-se nas missões de vigilância e defesa do espaço aéreo, conhecidas como polícia aérea. Estas ações permitem:

  • Monitorizar o espaço aéreo nacional
  • Identificar aeronaves não autorizadas
  • Responder rapidamente a situações de alerta

Portugal integra ainda o sistema de defesa da NATO, o que implica manter meios preparados para atuar em qualquer momento.

Sem perigo, mas com impacto

A Força Aérea sublinhou que “não existiu qualquer situação de perigo para a população”, tratando-se de uma ocorrência pontual associada a operações essenciais à segurança nacional.

Ainda assim, situações deste tipo tendem a gerar alarme, sobretudo pela forma inesperada como o som surge e pela intensidade com que é sentido.

No fundo, episódios como este revelam uma realidade pouco visível do dia a dia: a prontidão constante das forças militares para garantir a segurança do espaço aéreo — mesmo quando isso se faz ouvir de forma repentina.

Fonte: Força Aérea Portuguesa

Estrondo na Figueira da Foz explicado por voo supersónico de F-16

detalhe de f16 com condensação nas asas em voo rápido
F-16 em voo com efeito de condensação nas asas | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Força Aérea garante que não houve perigo e esclarece fenómeno que surpreendeu a população

O estrondo ouvido na passada segunda-feira na Figueira da Foz teve origem num voo supersónico de um caça da Força Aérea Portuguesa, que ultrapassou a barreira do som durante uma missão operacional.

Em comunicado, a instituição esclareceu que a ocorrência resultou da atuação de um F-16 Fighting Falcon (na versão F-16M), no âmbito da defesa aérea nacional. A manobra obrigou à quebra da barreira do som, o que gerou o forte estrondo sentido pela população.

O que é um “boom sónico”?

f16 com afterburner ativo durante voo militar
Caça F-16 com pós-combustão ativa, evidenciando a potência do motor | Foto: José A. Carvalho

Este tipo de ruído, conhecido como “boom sónico”, ocorre quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som. Nesse momento, forma-se uma onda de choque que se propaga até ao solo, sendo percecionada como uma explosão seca.

Apesar do impacto sonoro, trata-se de um fenómeno físico normal na aviação militar e não representa perigo direto.

Porque se ouviu com tanta intensidade

A Força Aérea explicou ainda que determinadas condições atmosféricas podem amplificar o efeito do som. Fatores como a temperatura, a humidade ou a altitude do voo influenciam a forma como a onda de choque se propaga.

Em alguns casos, o estrondo pode ser ouvido a vários quilómetros de distância e em diferentes localidades, o que ajuda a explicar a surpresa gerada entre a população.

Missões que fazem parte da rotina

Este tipo de operação insere-se nas missões de vigilância e defesa do espaço aéreo, conhecidas como polícia aérea. Estas ações permitem:

  • Monitorizar o espaço aéreo nacional
  • Identificar aeronaves não autorizadas
  • Responder rapidamente a situações de alerta

Portugal integra ainda o sistema de defesa da NATO, o que implica manter meios preparados para atuar em qualquer momento.

Sem perigo, mas com impacto

A Força Aérea sublinhou que “não existiu qualquer situação de perigo para a população”, tratando-se de uma ocorrência pontual associada a operações essenciais à segurança nacional.

Ainda assim, situações deste tipo tendem a gerar alarme, sobretudo pela forma inesperada como o som surge e pela intensidade com que é sentido.

No fundo, episódios como este revelam uma realidade pouco visível do dia a dia: a prontidão constante das forças militares para garantir a segurança do espaço aéreo — mesmo quando isso se faz ouvir de forma repentina.

Fonte: Força Aérea Portuguesa

Estrondo na Figueira da Foz explicado por voo supersónico de F-16

detalhe de f16 com condensação nas asas em voo rápido
F-16 em voo com efeito de condensação nas asas | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Força Aérea garante que não houve perigo e esclarece fenómeno que surpreendeu a população

O estrondo ouvido na passada segunda-feira na Figueira da Foz teve origem num voo supersónico de um caça da Força Aérea Portuguesa, que ultrapassou a barreira do som durante uma missão operacional.

Em comunicado, a instituição esclareceu que a ocorrência resultou da atuação de um F-16 Fighting Falcon (na versão F-16M), no âmbito da defesa aérea nacional. A manobra obrigou à quebra da barreira do som, o que gerou o forte estrondo sentido pela população.

O que é um “boom sónico”?

f16 com afterburner ativo durante voo militar
Caça F-16 com pós-combustão ativa, evidenciando a potência do motor | Foto: José A. Carvalho

Este tipo de ruído, conhecido como “boom sónico”, ocorre quando uma aeronave ultrapassa a velocidade do som. Nesse momento, forma-se uma onda de choque que se propaga até ao solo, sendo percecionada como uma explosão seca.

Apesar do impacto sonoro, trata-se de um fenómeno físico normal na aviação militar e não representa perigo direto.

Porque se ouviu com tanta intensidade

A Força Aérea explicou ainda que determinadas condições atmosféricas podem amplificar o efeito do som. Fatores como a temperatura, a humidade ou a altitude do voo influenciam a forma como a onda de choque se propaga.

Em alguns casos, o estrondo pode ser ouvido a vários quilómetros de distância e em diferentes localidades, o que ajuda a explicar a surpresa gerada entre a população.

Missões que fazem parte da rotina

Este tipo de operação insere-se nas missões de vigilância e defesa do espaço aéreo, conhecidas como polícia aérea. Estas ações permitem:

  • Monitorizar o espaço aéreo nacional
  • Identificar aeronaves não autorizadas
  • Responder rapidamente a situações de alerta

Portugal integra ainda o sistema de defesa da NATO, o que implica manter meios preparados para atuar em qualquer momento.

Sem perigo, mas com impacto

A Força Aérea sublinhou que “não existiu qualquer situação de perigo para a população”, tratando-se de uma ocorrência pontual associada a operações essenciais à segurança nacional.

Ainda assim, situações deste tipo tendem a gerar alarme, sobretudo pela forma inesperada como o som surge e pela intensidade com que é sentido.

No fundo, episódios como este revelam uma realidade pouco visível do dia a dia: a prontidão constante das forças militares para garantir a segurança do espaço aéreo — mesmo quando isso se faz ouvir de forma repentina.

Fonte: Força Aérea Portuguesa