
Por José António Carvalho
A parada militar que assinala os 50 anos do 25 de Novembro realizou-se esta manhã na Praça do Comércio, em Lisboa. O Governo abriu oficialmente as comemorações da efeméride com esta cerimónia, que reuniu o Presidente da República, membros do Governo, as Forças Armadas e várias entidades civis.
A cerimónia começou às 08h57, quando a banda da Força Aérea Portuguesa tocou o Hino Nacional. Em seguida, o navio NRP Figueira da Foz, ao largo do Tejo, disparou uma salva de 21 tiros. Várias unidades militares desfilaram perante o público, acompanhadas por meios motorizados e por uma demonstração operacional da Força Aérea.
Assim, no seu discurso, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o 25 de Abril é “a data primeira”, mas acrescentou que “sem o 25 de Novembro não haveria Constituição”. Dessa forma, sublinhou o papel decisivo da data na estabilização do regime democrático português.
Por outro lado, o tenente-general Alípio Tomé Pinto, presidente da comissão oficial das comemorações, reforçou essa visão ao defender que o 25 de Novembro “recolocou Portugal no caminho da democracia parlamentar europeia”.
A cerimónia gerou controvérsia política. Apenas o Partido Socialista marcou presença entre os partidos de esquerda, enquanto outros acusaram o formato das comemorações de representar uma “deturpação histórica”. O ministro da Defesa, Nuno Melo, rejeitou essa crítica e garantiu que a comemoração está a decorrer “sem ideologia”, com o objetivo de aproximar a sociedade portuguesa das Forças Armadas.
As comemorações do 25 de Novembro prosseguiram ao longo do dia. Na sessão solene da Assembleia da República, os intervenientes voltaram a evocar a data que consolidou a democracia em Portugal















