
Por José António Carvalho
O espetáculo reuniu grandes nomes da música em língua portuguesa num concerto marcado pela emoção, pela diversidade cultural e por uma forte mensagem social.
O Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian recebeu, esta quarta-feira, o espetáculo “Por um Mundu Nôbu”. Desde o primeiro momento, a iniciativa celebrou a língua portuguesa e destacou o poder transformador da arte como motor de inclusão social.
Desta forma, integrado nas Festas de Abril de Lisboa, o evento juntou em palco alguns dos nomes mais reconhecidos da música lusófona. Entre eles estiveram Calema, Carolina Deslandes, Dino D’Santiago, Jota Pê e Soraia Morais. Além disso, a Orquestra Sem Fronteiras acompanhou os artistas sob direção de Martim Sousa Tavares.
Por isso, mais do que um concerto, a iniciativa afirmou-se como uma manifestação artística em defesa de uma sociedade mais inclusiva e consciente. Ao mesmo tempo, a música assumiu-se como uma linguagem universal capaz de unir culturas e gerações.
Um palco para a diversidade e para a mudança
A organização Mundu Nôbu promoveu o espetáculo. O projeto, cofundado por Dino D’Santiago e Liliana Valpaços, procura dar visibilidade ao trabalho desenvolvido com jovens em contextos de vulnerabilidade social. Para isso, aposta em programas de capacitação, inclusão e desenvolvimento pessoal.
Ao longo da noite, a música cruzou-se com mensagens de empoderamento, pertença e transformação social. Por isso, o público respondeu com entusiasmo a cada atuação, criando uma ligação forte com o que se passava em palco.
Arte ao serviço de uma nova geração
A iniciativa destacou ainda os primeiros resultados concretos do projeto Mundu Nôbu. O programa acompanha jovens de bairros sociais de Lisboa e ajuda-os a construir autoestima, confiança e novas perspetivas de futuro.
Dessa forma, “Por um Mundu Nôbu” ultrapassou o conceito tradicional de espetáculo musical. Em vez disso, assumiu-se como um verdadeiro manifesto artístico e social. No centro estiveram a juventude, a inclusão e a esperança.
Finalmente, com casa cheia e forte adesão do público, o evento confirmou-se como um dos momentos culturais mais marcantes desta edição das Festas de Abril. No final, ficou clara a força da arte quando é colocada ao serviço de causas maiores.



