
Por José António Carvalho
Portugal está a consolidar-se como um dos ecossistemas de inovação mais ativos da Europa. Com novos fundos, startups em crescimento e um forte alinhamento entre investimento público e privado.
Assim, o Banco Português de Fomento criou um fundo de 15 milhões de euros para apoiar tecnologias emergentes como inteligência artificial, biotecnologia e computação quântica. Por esse razão vinte startups poderão receber até 750 mil euros, com co-investimento privado, garantindo que cada euro público atrai capital e validação de mercado.
Nesse sentido, um estudo do ISCTE e da APCRI confirma o impacto crescente do capital de risco. As empresas apoiadas geram doze vezes mais receitas, criam quinze vezes mais empregos e exportam quase metade do seu volume de negócios. No total, estas empresas representam 21,7 mil milhões de euros em faturação anual, empregam 177 mil pessoas e apresentam níveis de rentabilidade muito superiores à média nacional.
Portugal está assim a transitar de uma economia assente em setores tradicionais para uma baseada no conhecimento e na tecnologia.
Para isso o alinhamento entre políticas públicas, investimento privado e programas europeus — liderados por entidades como a ANI, Portugal Ventures e Startup Portugal — está a criar um ecossistema de inovação sólido e competitivo.
Com eventos internacionais como o Web Summit a consolidar a sua posição global, Portugal surge hoje no centro do mapa europeu da inovação — a investir, criar e inspirar. A transformação é visível e o impulso está apenas a começar.



