
Por José António Carvalho
Portugal segue numa trajetória de crescimento moderado, com o Banco de Portugal a projetar um aumento do PIB de 1,6% em 2025, acelerando para 2,2% em 2026. A inflação continua a desacelerar, com expectativa de se manter abaixo dos 2%, o que contribui para a estabilidade do poder de compra. Dessa forma, a política fiscal tem sido prudente. Refletida num excedente orçamental de 0,2% no primeiro trimestre do ano, sustentado por um aumento consistente das receitas e contenção das despesas públicas.
O consumo interno permanece um motor relevante do crescimento. Impulsionado por medidas como a redução do IRS, que traz alívio direto ao rendimento disponível das famílias. Ao mesmo tempo, o turismo mantém forte desempenho, consolidando-se como um dos principais setores da economia. Por outro lado, as exportações enfrentam desafios devido ao abrandamento da procura externa e às incertezas no comércio global.
O investimento estrangeiro continua robusto, com destaque para o setor financeiro e o imobiliário. O segmento de habitação de luxo, afirma-se como destino seguro para investidores. Assim sendo, a internacionalização das empresas portuguesas também ganha fôlego, com um aumento significativo no volume de apoios concedidos pela AICEP a novos projetos privados.
Em termos estruturais, o país mantém níveis elevados de poupança das famílias e uma redução gradual nas taxas de juro, acompanhando a tendência de alívio monetário na zona euro. No geral, as perspectivas para Portugal são de crescimento estável, com riscos externos moderados e um ambiente interno favorável ao investimento e à confiança dos consumidores.
Fonte: INE



