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PORTUGAL

Portugal exausto sob a depressão Leonardo

Bombeiros e equipas de proteção civil foram chamados a centenas de ocorrências | Foto: D.R

Por José António Carvalho

Portugal vive hoje um dos momentos mais delicados deste inverno. A passagem da depressão Leonardo agravou um cenário já marcado por semanas consecutivas de mau tempo e deixou fortes marcas no território e, sobretudo, nas pessoas. De norte a sul do país, registam-se cheias, derrocadas, evacuações preventivas e um sentimento generalizado de exaustão.

Nas últimas horas, bombeiros e equipas de proteção civil foram chamados a centenas de ocorrências. Mas por trás dos números estão famílias desalojadas, agricultores sem colheitas e comunidades inteiras a viver com receio do que ainda pode acontecer.

Cheias e evacuações no Sul e Área Metropolitana de Lisboa

Em Alcácer do Sal, a subida rápida do caudal do rio Sado obrigou à retirada de moradores e ao isolamento de várias zonas. A água entrou em habitações e cortou acessos, deixando populações em sobressalto durante a noite.

Na Costa da Caparica, o risco associado à instabilidade das arribas levou à evacuação de casas e à transferência de idosos e famílias. Muitos moradores relatam viver em alerta permanente, com receio de novas derrocadas sempre que a chuva aperta.

Já em Lisboa, sobretudo nas zonas ribeirinhas e na Baixa, repetiram-se as inundações em túneis, garagens e estabelecimentos comerciais. Comerciantes falam em perdas sucessivas e numa sensação de impotência perante problemas antigos que regressam a cada tempestade.

Centro do país: prejuízos agrícolas e localidades isoladas

No Centro, distritos como Santarém, Leiria e Coimbra registaram cheias em campos agrícolas, estradas cortadas e habitações inundadas. Em algumas localidades, os acessos ficaram temporariamente condicionados, aumentando a sensação de isolamento.

Agricultores admitem prejuízos difíceis de recuperar, enquanto muitas famílias relatam noites sem dormir, com receio de novas subidas rápidas da água ou de deslizamentos de terras.

Norte sob vigilância devido a aluimentos

No Norte do país, com especial incidência em Vila Nova de Gaia, a chuva intensa provocou aluimentos e cortes de vias, colocando bairros inteiros sob vigilância. A instabilidade de encostas junto a zonas habitacionais aumentou o receio de colapsos e obrigou a restrições de circulação.

Um país cansado de resistir

Mais do que um episódio isolado, a depressão Leonardo surge como mais um capítulo de um inverno particularmente severo. O que se sente no terreno é um desgaste profundo, emocional e social, de populações que vivem há semanas em estado de alerta.

A chuva acabará por cessar, mas as fragilidades expostas, a perda de rendimentos e o cansaço acumulado deixam marcas difíceis de apagar. Portugal enfrenta não apenas um desafio meteorológico, mas um teste à sua capacidade de resposta e proteção das comunidades mais vulneráveis.

Portugal exausto sob a depressão Leonardo

Bombeiros e equipas de proteção civil foram chamados a centenas de ocorrências | Foto: D.R

Por José António Carvalho

Portugal vive hoje um dos momentos mais delicados deste inverno. A passagem da depressão Leonardo agravou um cenário já marcado por semanas consecutivas de mau tempo e deixou fortes marcas no território e, sobretudo, nas pessoas. De norte a sul do país, registam-se cheias, derrocadas, evacuações preventivas e um sentimento generalizado de exaustão.

Nas últimas horas, bombeiros e equipas de proteção civil foram chamados a centenas de ocorrências. Mas por trás dos números estão famílias desalojadas, agricultores sem colheitas e comunidades inteiras a viver com receio do que ainda pode acontecer.

Cheias e evacuações no Sul e Área Metropolitana de Lisboa

Em Alcácer do Sal, a subida rápida do caudal do rio Sado obrigou à retirada de moradores e ao isolamento de várias zonas. A água entrou em habitações e cortou acessos, deixando populações em sobressalto durante a noite.

Na Costa da Caparica, o risco associado à instabilidade das arribas levou à evacuação de casas e à transferência de idosos e famílias. Muitos moradores relatam viver em alerta permanente, com receio de novas derrocadas sempre que a chuva aperta.

Já em Lisboa, sobretudo nas zonas ribeirinhas e na Baixa, repetiram-se as inundações em túneis, garagens e estabelecimentos comerciais. Comerciantes falam em perdas sucessivas e numa sensação de impotência perante problemas antigos que regressam a cada tempestade.

Centro do país: prejuízos agrícolas e localidades isoladas

No Centro, distritos como Santarém, Leiria e Coimbra registaram cheias em campos agrícolas, estradas cortadas e habitações inundadas. Em algumas localidades, os acessos ficaram temporariamente condicionados, aumentando a sensação de isolamento.

Agricultores admitem prejuízos difíceis de recuperar, enquanto muitas famílias relatam noites sem dormir, com receio de novas subidas rápidas da água ou de deslizamentos de terras.

Norte sob vigilância devido a aluimentos

No Norte do país, com especial incidência em Vila Nova de Gaia, a chuva intensa provocou aluimentos e cortes de vias, colocando bairros inteiros sob vigilância. A instabilidade de encostas junto a zonas habitacionais aumentou o receio de colapsos e obrigou a restrições de circulação.

Um país cansado de resistir

Mais do que um episódio isolado, a depressão Leonardo surge como mais um capítulo de um inverno particularmente severo. O que se sente no terreno é um desgaste profundo, emocional e social, de populações que vivem há semanas em estado de alerta.

A chuva acabará por cessar, mas as fragilidades expostas, a perda de rendimentos e o cansaço acumulado deixam marcas difíceis de apagar. Portugal enfrenta não apenas um desafio meteorológico, mas um teste à sua capacidade de resposta e proteção das comunidades mais vulneráveis.

Portugal exausto sob a depressão Leonardo

Bombeiros e equipas de proteção civil foram chamados a centenas de ocorrências | Foto: D.R

Por José António Carvalho

Portugal vive hoje um dos momentos mais delicados deste inverno. A passagem da depressão Leonardo agravou um cenário já marcado por semanas consecutivas de mau tempo e deixou fortes marcas no território e, sobretudo, nas pessoas. De norte a sul do país, registam-se cheias, derrocadas, evacuações preventivas e um sentimento generalizado de exaustão.

Nas últimas horas, bombeiros e equipas de proteção civil foram chamados a centenas de ocorrências. Mas por trás dos números estão famílias desalojadas, agricultores sem colheitas e comunidades inteiras a viver com receio do que ainda pode acontecer.

Cheias e evacuações no Sul e Área Metropolitana de Lisboa

Em Alcácer do Sal, a subida rápida do caudal do rio Sado obrigou à retirada de moradores e ao isolamento de várias zonas. A água entrou em habitações e cortou acessos, deixando populações em sobressalto durante a noite.

Na Costa da Caparica, o risco associado à instabilidade das arribas levou à evacuação de casas e à transferência de idosos e famílias. Muitos moradores relatam viver em alerta permanente, com receio de novas derrocadas sempre que a chuva aperta.

Já em Lisboa, sobretudo nas zonas ribeirinhas e na Baixa, repetiram-se as inundações em túneis, garagens e estabelecimentos comerciais. Comerciantes falam em perdas sucessivas e numa sensação de impotência perante problemas antigos que regressam a cada tempestade.

Centro do país: prejuízos agrícolas e localidades isoladas

No Centro, distritos como Santarém, Leiria e Coimbra registaram cheias em campos agrícolas, estradas cortadas e habitações inundadas. Em algumas localidades, os acessos ficaram temporariamente condicionados, aumentando a sensação de isolamento.

Agricultores admitem prejuízos difíceis de recuperar, enquanto muitas famílias relatam noites sem dormir, com receio de novas subidas rápidas da água ou de deslizamentos de terras.

Norte sob vigilância devido a aluimentos

No Norte do país, com especial incidência em Vila Nova de Gaia, a chuva intensa provocou aluimentos e cortes de vias, colocando bairros inteiros sob vigilância. A instabilidade de encostas junto a zonas habitacionais aumentou o receio de colapsos e obrigou a restrições de circulação.

Um país cansado de resistir

Mais do que um episódio isolado, a depressão Leonardo surge como mais um capítulo de um inverno particularmente severo. O que se sente no terreno é um desgaste profundo, emocional e social, de populações que vivem há semanas em estado de alerta.

A chuva acabará por cessar, mas as fragilidades expostas, a perda de rendimentos e o cansaço acumulado deixam marcas difíceis de apagar. Portugal enfrenta não apenas um desafio meteorológico, mas um teste à sua capacidade de resposta e proteção das comunidades mais vulneráveis.