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16.02.2026

INTERNACIONAL

Munique critica Trump e alerta para rutura atlântica

O senador norte-americano Marco Rubio intervém na Conferência de Segurança de Munique 2026, num momento marcado por críticas e debates intensos sobre o futuro da aliança transatlântica. A política externa dos Estados Unidos e o papel da Europa na segurança global dominaram as discussões do encontro internacional. Foto: Reuters / Alex Brandon
O senador norte-americano Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique 2026 | Foto: Alex Brandon / Reuters

Por José António Carvalho

A Conferência de Segurança de Munique voltou a colocar a relação entre os Estados Unidos e a Europa no centro do debate internacional. Este ano, o tom foi mais direto do que habitual. Vários responsáveis políticos criticaram abertamente a linha externa do presidente Donald Trump e alertaram para sinais de afastamento entre aliados históricos.

Críticas vindas dos dois lados do Atlântico

Ao contrário do que é habitual nestes encontros diplomáticos, as reservas não partiram apenas de líderes europeus. Também figuras do Partido Democrata e alguns republicanos assumiram posições públicas de distanciamento.

A antiga secretária de Estado Hillary Clinton defendeu uma resposta firme da Europa perante políticas que considera imprevisíveis. Já a congressista Alexandria Ocasio-Cortez alertou para o impacto das decisões de Washington na estabilidade global e nos direitos humanos.

O ambiente deixou claro que a política externa norte-americana continua a dividir opiniões dentro do próprio país.

Europa fala em autonomia estratégica

Do lado europeu, o discurso foi mais diplomático, mas igualmente firme. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, rejeitou a ideia de uma Europa fragilizada e sublinhou que o continente deve reforçar a sua capacidade de decisão e defesa.

Vários líderes defenderam ainda uma maior autonomia estratégica europeia, sobretudo no plano militar e energético. A mensagem é simples: a parceria com os Estados Unidos mantém-se essencial, mas não pode ser encarada como garantida.

Um momento decisivo para a aliança

A edição deste ano da conferência mostrou uma aliança atlântica em fase de redefinição. Não se falou em rutura, mas ficou evidente que há desconfiança crescente e necessidade de reajustar prioridades.

Num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, tensões no Médio Oriente e incerteza económica global, o encontro em Munique serviu como termómetro político. A relação entre Washington e Bruxelas continua viva, mas atravessa um dos momentos mais delicados das últimas décadas.

Fonte: Munich Security Conference 2026, The Guardian e Reuters

Munique critica Trump e alerta para rutura atlântica

O senador norte-americano Marco Rubio intervém na Conferência de Segurança de Munique 2026, num momento marcado por críticas e debates intensos sobre o futuro da aliança transatlântica. A política externa dos Estados Unidos e o papel da Europa na segurança global dominaram as discussões do encontro internacional. Foto: Reuters / Alex Brandon
O senador norte-americano Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique 2026 | Foto: Alex Brandon / Reuters

Por José António Carvalho

A Conferência de Segurança de Munique voltou a colocar a relação entre os Estados Unidos e a Europa no centro do debate internacional. Este ano, o tom foi mais direto do que habitual. Vários responsáveis políticos criticaram abertamente a linha externa do presidente Donald Trump e alertaram para sinais de afastamento entre aliados históricos.

Críticas vindas dos dois lados do Atlântico

Ao contrário do que é habitual nestes encontros diplomáticos, as reservas não partiram apenas de líderes europeus. Também figuras do Partido Democrata e alguns republicanos assumiram posições públicas de distanciamento.

A antiga secretária de Estado Hillary Clinton defendeu uma resposta firme da Europa perante políticas que considera imprevisíveis. Já a congressista Alexandria Ocasio-Cortez alertou para o impacto das decisões de Washington na estabilidade global e nos direitos humanos.

O ambiente deixou claro que a política externa norte-americana continua a dividir opiniões dentro do próprio país.

Europa fala em autonomia estratégica

Do lado europeu, o discurso foi mais diplomático, mas igualmente firme. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, rejeitou a ideia de uma Europa fragilizada e sublinhou que o continente deve reforçar a sua capacidade de decisão e defesa.

Vários líderes defenderam ainda uma maior autonomia estratégica europeia, sobretudo no plano militar e energético. A mensagem é simples: a parceria com os Estados Unidos mantém-se essencial, mas não pode ser encarada como garantida.

Um momento decisivo para a aliança

A edição deste ano da conferência mostrou uma aliança atlântica em fase de redefinição. Não se falou em rutura, mas ficou evidente que há desconfiança crescente e necessidade de reajustar prioridades.

Num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, tensões no Médio Oriente e incerteza económica global, o encontro em Munique serviu como termómetro político. A relação entre Washington e Bruxelas continua viva, mas atravessa um dos momentos mais delicados das últimas décadas.

Fonte: Munich Security Conference 2026, The Guardian e Reuters

Munique critica Trump e alerta para rutura atlântica

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O senador norte-americano Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique 2026 | Foto: Alex Brandon / Reuters

Por José António Carvalho

A Conferência de Segurança de Munique voltou a colocar a relação entre os Estados Unidos e a Europa no centro do debate internacional. Este ano, o tom foi mais direto do que habitual. Vários responsáveis políticos criticaram abertamente a linha externa do presidente Donald Trump e alertaram para sinais de afastamento entre aliados históricos.

Críticas vindas dos dois lados do Atlântico

Ao contrário do que é habitual nestes encontros diplomáticos, as reservas não partiram apenas de líderes europeus. Também figuras do Partido Democrata e alguns republicanos assumiram posições públicas de distanciamento.

A antiga secretária de Estado Hillary Clinton defendeu uma resposta firme da Europa perante políticas que considera imprevisíveis. Já a congressista Alexandria Ocasio-Cortez alertou para o impacto das decisões de Washington na estabilidade global e nos direitos humanos.

O ambiente deixou claro que a política externa norte-americana continua a dividir opiniões dentro do próprio país.

Europa fala em autonomia estratégica

Do lado europeu, o discurso foi mais diplomático, mas igualmente firme. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, rejeitou a ideia de uma Europa fragilizada e sublinhou que o continente deve reforçar a sua capacidade de decisão e defesa.

Vários líderes defenderam ainda uma maior autonomia estratégica europeia, sobretudo no plano militar e energético. A mensagem é simples: a parceria com os Estados Unidos mantém-se essencial, mas não pode ser encarada como garantida.

Um momento decisivo para a aliança

A edição deste ano da conferência mostrou uma aliança atlântica em fase de redefinição. Não se falou em rutura, mas ficou evidente que há desconfiança crescente e necessidade de reajustar prioridades.

Num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, tensões no Médio Oriente e incerteza económica global, o encontro em Munique serviu como termómetro político. A relação entre Washington e Bruxelas continua viva, mas atravessa um dos momentos mais delicados das últimas décadas.

Fonte: Munich Security Conference 2026, The Guardian e Reuters