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MODA

Luís Onofre recodifica a herança no desfile da ModaLisboa “Pebbling”

Luís Onofre no final do desfile da coleção FW 26 27 na ModaLisboa Pebbling no Pátio da Galé em Lisboa
Luís Onofre no final do desfile na ModaLisboa “Pebbling” | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Luís Onofre revisita a sua herança na ModaLisboa “Pebbling”

No último domingo, o Pátio da Galé recebeu um dos momentos mais consistentes da ModaLisboa “Pebbling”. Luís Onofre destacou-se com a coleção FW 26/27 e confirmou o seu lugar no design português. Com “1938, THE RECODE”, o criador mergulha na sua história. Ao mesmo tempo, projeta-a no futuro. Assim, cria um diálogo claro entre memória e inovação, onde cada peça revela intenção e precisão.

Uma coleção entre memória e inovação

Desde o início, o desfile de Luís Onofre na ModaLisboa “Pebbling” mostrou força e direção. A coleção parte das décadas de 30 e 60. Ainda assim, não se limita ao passado. Pelo contrário, reconstrói essas referências com uma abordagem técnica, limpa e arquitetónica. As formas são rigorosas e as linhas surgem depuradas. Além disso, o luxo não depende de excessos. Afirma-se na construção, na estrutura e na execução.

Contrastes que constroem identidade

Por outro lado, o contraste de silhuetas marca o ritmo da coleção. Os stilettos extra pointed surgem elegantes e assertivos. Em contraste, aparecem formas arredondadas com influência retro. Desta forma, cria-se tensão e equilíbrio. Ao mesmo tempo, reforça-se a identidade da proposta. Nada é deixado ao acaso. Cada detalhe contribui para uma narrativa coesa.

Materiais e cores com profundidade

Além disso, os materiais reforçam a ligação entre passado e presente. Vernizes profundos e camurças suaves trazem textura e profundidade. Ainda assim, mantêm uma elegância discreta. A paleta cromática aposta em tons ricos e intemporais. Grená, verde bosque, bordeaux e castanhos intensos dominam. Juntam-se o tan, o taupe e o preto absoluto. Como resultado, surge uma base sólida e sofisticada. Importa ainda destacar a ausência de elementos decorativos excessivos. Não há cristais. Não há ruído. Aqui, a força está na pureza das linhas.

Um desfile de maturidade e afirmação

Por fim, Luís Onofre apresentou na ModaLisboa “Pebbling” uma coleção segura e coerente. Enquanto muitos procuram impacto imediato, o criador aposta na consistência. Assim, o desfile destacou-se pela maturidade. Mais do que seguir tendências, define um caminho próprio. E, dessa forma, reafirma a excelência do design português.

Luís Onofre recodifica a herança no desfile da ModaLisboa “Pebbling”

Luís Onofre no final do desfile da coleção FW 26 27 na ModaLisboa Pebbling no Pátio da Galé em Lisboa
Luís Onofre no final do desfile na ModaLisboa “Pebbling” | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Luís Onofre revisita a sua herança na ModaLisboa “Pebbling”

No último domingo, o Pátio da Galé recebeu um dos momentos mais consistentes da ModaLisboa “Pebbling”. Luís Onofre destacou-se com a coleção FW 26/27 e confirmou o seu lugar no design português. Com “1938, THE RECODE”, o criador mergulha na sua história. Ao mesmo tempo, projeta-a no futuro. Assim, cria um diálogo claro entre memória e inovação, onde cada peça revela intenção e precisão.

Uma coleção entre memória e inovação

Desde o início, o desfile de Luís Onofre na ModaLisboa “Pebbling” mostrou força e direção. A coleção parte das décadas de 30 e 60. Ainda assim, não se limita ao passado. Pelo contrário, reconstrói essas referências com uma abordagem técnica, limpa e arquitetónica. As formas são rigorosas e as linhas surgem depuradas. Além disso, o luxo não depende de excessos. Afirma-se na construção, na estrutura e na execução.

Contrastes que constroem identidade

Por outro lado, o contraste de silhuetas marca o ritmo da coleção. Os stilettos extra pointed surgem elegantes e assertivos. Em contraste, aparecem formas arredondadas com influência retro. Desta forma, cria-se tensão e equilíbrio. Ao mesmo tempo, reforça-se a identidade da proposta. Nada é deixado ao acaso. Cada detalhe contribui para uma narrativa coesa.

Materiais e cores com profundidade

Além disso, os materiais reforçam a ligação entre passado e presente. Vernizes profundos e camurças suaves trazem textura e profundidade. Ainda assim, mantêm uma elegância discreta. A paleta cromática aposta em tons ricos e intemporais. Grená, verde bosque, bordeaux e castanhos intensos dominam. Juntam-se o tan, o taupe e o preto absoluto. Como resultado, surge uma base sólida e sofisticada. Importa ainda destacar a ausência de elementos decorativos excessivos. Não há cristais. Não há ruído. Aqui, a força está na pureza das linhas.

Um desfile de maturidade e afirmação

Por fim, Luís Onofre apresentou na ModaLisboa “Pebbling” uma coleção segura e coerente. Enquanto muitos procuram impacto imediato, o criador aposta na consistência. Assim, o desfile destacou-se pela maturidade. Mais do que seguir tendências, define um caminho próprio. E, dessa forma, reafirma a excelência do design português.

Luís Onofre recodifica a herança no desfile da ModaLisboa “Pebbling”

Luís Onofre no final do desfile da coleção FW 26 27 na ModaLisboa Pebbling no Pátio da Galé em Lisboa
Luís Onofre no final do desfile na ModaLisboa “Pebbling” | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Luís Onofre revisita a sua herança na ModaLisboa “Pebbling”

No último domingo, o Pátio da Galé recebeu um dos momentos mais consistentes da ModaLisboa “Pebbling”. Luís Onofre destacou-se com a coleção FW 26/27 e confirmou o seu lugar no design português. Com “1938, THE RECODE”, o criador mergulha na sua história. Ao mesmo tempo, projeta-a no futuro. Assim, cria um diálogo claro entre memória e inovação, onde cada peça revela intenção e precisão.

Uma coleção entre memória e inovação

Desde o início, o desfile de Luís Onofre na ModaLisboa “Pebbling” mostrou força e direção. A coleção parte das décadas de 30 e 60. Ainda assim, não se limita ao passado. Pelo contrário, reconstrói essas referências com uma abordagem técnica, limpa e arquitetónica. As formas são rigorosas e as linhas surgem depuradas. Além disso, o luxo não depende de excessos. Afirma-se na construção, na estrutura e na execução.

Contrastes que constroem identidade

Por outro lado, o contraste de silhuetas marca o ritmo da coleção. Os stilettos extra pointed surgem elegantes e assertivos. Em contraste, aparecem formas arredondadas com influência retro. Desta forma, cria-se tensão e equilíbrio. Ao mesmo tempo, reforça-se a identidade da proposta. Nada é deixado ao acaso. Cada detalhe contribui para uma narrativa coesa.

Materiais e cores com profundidade

Além disso, os materiais reforçam a ligação entre passado e presente. Vernizes profundos e camurças suaves trazem textura e profundidade. Ainda assim, mantêm uma elegância discreta. A paleta cromática aposta em tons ricos e intemporais. Grená, verde bosque, bordeaux e castanhos intensos dominam. Juntam-se o tan, o taupe e o preto absoluto. Como resultado, surge uma base sólida e sofisticada. Importa ainda destacar a ausência de elementos decorativos excessivos. Não há cristais. Não há ruído. Aqui, a força está na pureza das linhas.

Um desfile de maturidade e afirmação

Por fim, Luís Onofre apresentou na ModaLisboa “Pebbling” uma coleção segura e coerente. Enquanto muitos procuram impacto imediato, o criador aposta na consistência. Assim, o desfile destacou-se pela maturidade. Mais do que seguir tendências, define um caminho próprio. E, dessa forma, reafirma a excelência do design português.