
Por José António Carvalho
Num Estádio da Luz bem composto, Benfica e Sporting dividiram forças e pontos num dérbi intenso. Contudo, nem sempre bem jogado, que terminou com um empate a uma bola e deixou tudo na mesma no topo da Liga Portugal.
O Sporting entrou mais forte e marcou cedo, aos 12 minutos, com Pedro Gonçalves a aproveitar uma desatenção da defesa encarnada para inaugurar o marcador. Dessa forma, o golo abanou o Benfica, que demorou alguns minutos a reencontrar-se, mas respondeu com eficácia. Assim foi, Sudakov concluiu, aos 27 minutos, a melhor fase ofensiva dos encarnados, restabelecendo a igualdade.
Depois de um primeiro tempo vivo, o jogo perdeu intensidade na segunda parte. O Sporting recuou linhas, mais preocupado em controlar do que executar. Enquanto isso o Benfica tentou assumir o protagonismo, mas esbarrou na falta de criatividade e numa última decisão frequentemente errada.
Entre tentativas de aproximação e paragens de ritmo, o relógio não parou e foi mais rápido do que o futebol em campo. Assim, o empate ajustou-se ao que as equipas produziram: um Sporting sólido ao início e um Benfica mais intensivo no segundo tempo, mas incapaz de transformar domínio em vantagem.
Finalmente, o arbitro dava por terminado o encontro e Mourinho resiliente afirmou que o Benfica “começou mal o jogo com o golo sofrido. Na linha defensiva foram cometidos erros graves: havia regras do que não fazer e foi o que fizemos no golo do Sporting e que nos intranquilizou”. Contudo, reconheceu a reação da equipa na segunda parte: “dominamos, fomos a equipa que tinha de ganhar o dérbi”, concluiu.











