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INTERNACIONAL

Adeus, Francisco — o Papa do povo

Adeus, Francisco — o Papa do povo | Créditos: José António Carvalho

Por José António Carvalho

Um pontificado marcado pela proximidade

Francisco foi o primeiro papa latino-americano e jesuíta da história da Igreja. A eleição ocorreu em 2013,, após a renúncia de Bento XVI. Desde então, do seu pontificado, assumiu uma liderança pastoral centrada na misericórdia, na simplicidade e na proximidade com os mais pobres e marginalizados.

Além disso, destacou-se por uma forma direta e acessível de comunicar, aproximando a Igreja das realidades concretas do mundo contemporâneo.

Reformas, diálogo e compromisso global

Ao longo dos anos, o seu pontificado ficou marcado por reformas significativas. Entre elas, destacou-se o enfrentamento firme dos abusos sexuais dentro da Igreja. Paralelamente, Francisco promoveu o diálogo inter-religioso e assumiu uma posição clara contra o consumismo excessivo e as mudanças climáticas.

Dessa forma, deixou uma marca profunda não apenas na Igreja, mas também no debate ético e social à escala global.

Os últimos meses e a despedida pública

Nos últimos meses, porém, a sua saúde agravou-se de forma visível. Essa situação tornou-se mais delicada após uma hospitalização de mais de um mês devido a uma pneumonia bilateral. Mesmo assim, fez questão de manter contacto com os fiéis.

Por isso, no Domingo de Páscoa, a 20 de abril, realizou a sua última aparição pública. Nessa ocasião debilitado, concedeu a bênção Urbi et Orbi. Poucas horas depois, seria entendido como o encerramento simbólico do seu pontificado.

Um Papa profundamente humano

Acima de tudo, Francisco foi um homem profundamente humano. Como Papa da escuta, aquele que falava ao coração e que via Jesus Cristo em cada rosto sofrido. Com esse olhar, desafiou a Igreja a ser menos burocrática e mais evangélica.

Ao mesmo tempo, demonstrou coragem serena ao pedir perdão em nome da Igreja. Dessa forma, abriu novos caminhos para o diálogo, a reconciliação e a esperança.

Morte, legado e memória

A sua morte, ocorrida em pleno Ano Jubilar, simboliza o encerramento de um ciclo sagrado. No entanto, o seu legado permanece vivo. Ecoará nas periferias, nas pequenas comunidades, nos jovens inquietos, nas famílias feridas e nos corações que procuram sentido.

Em conformidade com os seus desejos, os ritos fúnebres serão simples. Francisco será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Torna-se, assim, o primeiro papa a ser enterrado fora do Vaticano desde Leão XIII, em 1903.

O futuro da Igreja

Com a sua partida, inicia-se o período de Sede Vacante. Neste contexto, os cardeais preparam-se para o conclave que elegerá o novo pontífice. Francisco deixa à Igreja e ao mundo um legado de humildade, coragem e compromisso com a justiça social.

Por consequência, continua a inspirar milhões a viver uma fé mais autêntica, próxima e compassiva.

Uma despedida em oração

Hoje, rezamos por Francisco. Também lhe agradecemos, porque foi mais do que Papa.
Antes de tudo, foi testemunha. Foi irmão. Foi luz.

“Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim.”
(Papa Francisco)

Adeus, Francisco — o Papa do povo

Adeus, Francisco — o Papa do povo | Créditos: José António Carvalho

Por José António Carvalho

Um pontificado marcado pela proximidade

Francisco foi o primeiro papa latino-americano e jesuíta da história da Igreja. A eleição ocorreu em 2013,, após a renúncia de Bento XVI. Desde então, do seu pontificado, assumiu uma liderança pastoral centrada na misericórdia, na simplicidade e na proximidade com os mais pobres e marginalizados.

Além disso, destacou-se por uma forma direta e acessível de comunicar, aproximando a Igreja das realidades concretas do mundo contemporâneo.

Reformas, diálogo e compromisso global

Ao longo dos anos, o seu pontificado ficou marcado por reformas significativas. Entre elas, destacou-se o enfrentamento firme dos abusos sexuais dentro da Igreja. Paralelamente, Francisco promoveu o diálogo inter-religioso e assumiu uma posição clara contra o consumismo excessivo e as mudanças climáticas.

Dessa forma, deixou uma marca profunda não apenas na Igreja, mas também no debate ético e social à escala global.

Os últimos meses e a despedida pública

Nos últimos meses, porém, a sua saúde agravou-se de forma visível. Essa situação tornou-se mais delicada após uma hospitalização de mais de um mês devido a uma pneumonia bilateral. Mesmo assim, fez questão de manter contacto com os fiéis.

Por isso, no Domingo de Páscoa, a 20 de abril, realizou a sua última aparição pública. Nessa ocasião debilitado, concedeu a bênção Urbi et Orbi. Poucas horas depois, seria entendido como o encerramento simbólico do seu pontificado.

Um Papa profundamente humano

Acima de tudo, Francisco foi um homem profundamente humano. Como Papa da escuta, aquele que falava ao coração e que via Jesus Cristo em cada rosto sofrido. Com esse olhar, desafiou a Igreja a ser menos burocrática e mais evangélica.

Ao mesmo tempo, demonstrou coragem serena ao pedir perdão em nome da Igreja. Dessa forma, abriu novos caminhos para o diálogo, a reconciliação e a esperança.

Morte, legado e memória

A sua morte, ocorrida em pleno Ano Jubilar, simboliza o encerramento de um ciclo sagrado. No entanto, o seu legado permanece vivo. Ecoará nas periferias, nas pequenas comunidades, nos jovens inquietos, nas famílias feridas e nos corações que procuram sentido.

Em conformidade com os seus desejos, os ritos fúnebres serão simples. Francisco será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Torna-se, assim, o primeiro papa a ser enterrado fora do Vaticano desde Leão XIII, em 1903.

O futuro da Igreja

Com a sua partida, inicia-se o período de Sede Vacante. Neste contexto, os cardeais preparam-se para o conclave que elegerá o novo pontífice. Francisco deixa à Igreja e ao mundo um legado de humildade, coragem e compromisso com a justiça social.

Por consequência, continua a inspirar milhões a viver uma fé mais autêntica, próxima e compassiva.

Uma despedida em oração

Hoje, rezamos por Francisco. Também lhe agradecemos, porque foi mais do que Papa.
Antes de tudo, foi testemunha. Foi irmão. Foi luz.

“Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim.”
(Papa Francisco)

Adeus, Francisco — o Papa do povo

Adeus, Francisco — o Papa do povo | Créditos: José António Carvalho

Por José António Carvalho

Um pontificado marcado pela proximidade

Francisco foi o primeiro papa latino-americano e jesuíta da história da Igreja. A eleição ocorreu em 2013,, após a renúncia de Bento XVI. Desde então, do seu pontificado, assumiu uma liderança pastoral centrada na misericórdia, na simplicidade e na proximidade com os mais pobres e marginalizados.

Além disso, destacou-se por uma forma direta e acessível de comunicar, aproximando a Igreja das realidades concretas do mundo contemporâneo.

Reformas, diálogo e compromisso global

Ao longo dos anos, o seu pontificado ficou marcado por reformas significativas. Entre elas, destacou-se o enfrentamento firme dos abusos sexuais dentro da Igreja. Paralelamente, Francisco promoveu o diálogo inter-religioso e assumiu uma posição clara contra o consumismo excessivo e as mudanças climáticas.

Dessa forma, deixou uma marca profunda não apenas na Igreja, mas também no debate ético e social à escala global.

Os últimos meses e a despedida pública

Nos últimos meses, porém, a sua saúde agravou-se de forma visível. Essa situação tornou-se mais delicada após uma hospitalização de mais de um mês devido a uma pneumonia bilateral. Mesmo assim, fez questão de manter contacto com os fiéis.

Por isso, no Domingo de Páscoa, a 20 de abril, realizou a sua última aparição pública. Nessa ocasião debilitado, concedeu a bênção Urbi et Orbi. Poucas horas depois, seria entendido como o encerramento simbólico do seu pontificado.

Um Papa profundamente humano

Acima de tudo, Francisco foi um homem profundamente humano. Como Papa da escuta, aquele que falava ao coração e que via Jesus Cristo em cada rosto sofrido. Com esse olhar, desafiou a Igreja a ser menos burocrática e mais evangélica.

Ao mesmo tempo, demonstrou coragem serena ao pedir perdão em nome da Igreja. Dessa forma, abriu novos caminhos para o diálogo, a reconciliação e a esperança.

Morte, legado e memória

A sua morte, ocorrida em pleno Ano Jubilar, simboliza o encerramento de um ciclo sagrado. No entanto, o seu legado permanece vivo. Ecoará nas periferias, nas pequenas comunidades, nos jovens inquietos, nas famílias feridas e nos corações que procuram sentido.

Em conformidade com os seus desejos, os ritos fúnebres serão simples. Francisco será sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Torna-se, assim, o primeiro papa a ser enterrado fora do Vaticano desde Leão XIII, em 1903.

O futuro da Igreja

Com a sua partida, inicia-se o período de Sede Vacante. Neste contexto, os cardeais preparam-se para o conclave que elegerá o novo pontífice. Francisco deixa à Igreja e ao mundo um legado de humildade, coragem e compromisso com a justiça social.

Por consequência, continua a inspirar milhões a viver uma fé mais autêntica, próxima e compassiva.

Uma despedida em oração

Hoje, rezamos por Francisco. Também lhe agradecemos, porque foi mais do que Papa.
Antes de tudo, foi testemunha. Foi irmão. Foi luz.

“Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim.”
(Papa Francisco)