
Por José António Carvalho
A Espanha conquistou o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 ao vencer a Argentina por 1-0. A final, disputada no Estádio Nova Iorque/Nova Jérsia, só ficou decidida no prolongamento.
Ferran Torres marcou o único golo da partida aos 106 minutos. Dessa forma, a seleção espanhola conquistou o segundo título mundial da sua história, depois do triunfo alcançado em 2010.
Espanha assumiu o controlo do jogo
A Espanha entrou melhor e procurou assumir o controlo através da posse de bola. A equipa orientada por Luis de la Fuente circulou a bola com paciência e obrigou a Argentina a recuar.
Por outro lado, a seleção argentina apresentou uma estratégia mais defensiva. A equipa de Lionel Scaloni fechou os espaços e tentou travar o ritmo espanhol através de uma forte pressão no meio-campo.
Apesar do domínio, a Espanha encontrou dificuldades para criar oportunidades claras. A Argentina manteve-se organizada e contou com várias intervenções importantes de Emiliano Martínez.
Argentina resistiu à pressão espanhola
O equilíbrio manteve-se durante grande parte do encontro. Embora tivesse mais bola, a Espanha não conseguiu transformar essa superioridade em golos.
Lamine Yamal esteve muito condicionado pela marcação argentina. Além disso, Lionel Messi também teve pouco espaço para influenciar o jogo ofensivo da Argentina.
A Espanha terminou o tempo regulamentar com maior presença junto da baliza adversária. Contudo, o marcador permaneceu inalterado e levou a decisão para o prolongamento.
Expulsão de Enzo Fernández mudou a final
Um dos momentos decisivos aconteceu já no prolongamento. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a Argentina reduzida a dez jogadores.
A expulsão aumentou ainda mais a pressão espanhola. A Argentina baixou as linhas e tentou proteger a baliza, enquanto a Espanha procurava aproveitar a vantagem numérica.
Pouco depois, Luis de la Fuente lançou Ferran Torres. A entrada do avançado trouxe mais mobilidade e velocidade ao ataque espanhol.
Ferran Torres marcou o golo do título
O momento mais importante da final surgiu aos 106 minutos. Pedro Porro iniciou a jogada pelo corredor direito, enquanto Nico Williams prolongou o lance para a área.
Ferran Torres apareceu no momento certo e finalizou perante Emiliano Martínez. O avançado espanhol marcou, assim, o golo que decidiu o Campeonato do Mundo.
O lance fez recordar a final de 2010, quando Andrés Iniesta também marcou no prolongamento e deu à Espanha o primeiro título mundial da sua história.
Argentina tentou reagir nos últimos minutos
Depois do golo, a Argentina avançou no terreno e procurou responder. Lionel Messi e Giuliano Simeone ainda tentaram criar perigo, mas a defesa espanhola manteve-se firme.
A Espanha soube controlar os minutos finais e protegeu a vantagem. Além disso, a equipa manteve a concentração perante a pressão argentina.
Já depois do apito final, a tensão aumentou entre alguns jogadores. Leandro Paredes acabou expulso na sequência de uma confrontação, num momento que refletiu a frustração argentina.
Espanha volta a celebrar 16 anos depois
Com esta vitória, a Espanha conquistou o segundo Campeonato do Mundo da sua história. O novo título chegou 16 anos depois da conquista alcançada na África do Sul.
A seleção espanhola terminou a competição invicta e sofreu apenas um golo em oito partidas. Além disso, tornou-se a primeira nação a deter, em simultâneo, os títulos mundiais de futebol masculino e feminino.
Para a Argentina, a derrota colocou fim ao sonho de conquistar o segundo Mundial consecutivo. A final poderá também ter marcado a última presença de Lionel Messi num Campeonato do Mundo.
A Espanha confirmou, assim, o excelente momento vivido nos últimos anos. Depois da conquista da Liga das Nações em 2023 e do Campeonato da Europa em 2024, a equipa voltou a chegar ao topo do futebol mundial.
Fonte: RFEF


