
Por José António Carvalho
A Seleção Nacional iniciou a sua caminhada no Campeonato do Mundo de 2026 com um empate a um golo diante da República Democrática do Congo. O encontro disputado em Houston deixou sentimentos mistos entre jogadores, equipa técnica e adeptos.
A saber, Portugal entrou em campo com o favoritismo do seu lado e não demorou a mostrar essa superioridade. Assim, aos seis minutos, João Neves colocou a equipa portuguesa em vantagem, após assistência de Pedro Neto, fazendo acreditar que a estreia no Mundial poderia terminar com uma vitória tranquila.
Contudo, o cenário mudou com o passar dos minutos. Apesar de controlar a posse de bola, a equipa orientada por Roberto Martínez revelou dificuldades para criar oportunidades claras de golo. A seleção congolesa foi ganhando confiança, mostrou organização defensiva e aproveitou os espaços para criar perigo através de rápidos contra-ataques.
Já nos descontos da primeira parte, Yoane Wissa fez história ao marcar o primeiro golo da República Democrática do Congo em fases finais de Campeonatos do Mundo, restabelecendo a igualdade no marcador e dando nova vida à equipa africana.
No entanto, na segunda metade, Portugal procurou reagir, mas voltou a demonstrar falta de intensidade e criatividade no último terço do terreno. Cristiano Ronaldo teve poucas oportunidades para fazer a diferença, enquanto a defesa congolesa conseguiu controlar as principais referências ofensivas portuguesas. Pelo contrário, foi a RD Congo que esteve mais perto da vitória, com Cédric Bakambu a acertar no poste numa das ocasiões mais perigosas da partida.
Roberto Martínez pede calma e autocrítica
Após o encontro, Roberto Martínez reconheceu que Portugal ficou aquém do esperado. O selecionador nacional admitiu que a equipa perdeu intensidade depois do golo inaugural e defendeu a necessidade de analisar o jogo com serenidade para corrigir erros antes dos próximos desafios. O técnico acredita que este resultado deve servir como uma oportunidade de crescimento ao longo da competição.
O empate também motivou várias críticas da imprensa internacional, que classificou a exibição portuguesa como pouco convincente para uma seleção apontada como uma das candidatas a chegar longe no torneio. Diversos meios destacaram a falta de dinâmica ofensiva e a dificuldade da equipa em reagir depois do empate sofrido.
Ronaldo mantém a confiança
Apesar da desilusão do resultado, Cristiano Ronaldo procurou transmitir uma mensagem de confiança aos adeptos. O capitão português recordou que a competição ainda está no início e garantiu que a equipa continuará focada nos próximos compromissos do Grupo K.
Aos 41 anos, Ronaldo disputa o seu sexto Campeonato do Mundo e continua a ser uma das figuras mais mediáticas da competição. No entanto, a sua exibição diante da RD Congo foi alvo de análise e debate na imprensa internacional, que questionou o rendimento ofensivo da equipa portuguesa durante grande parte do encontro.
Tudo em aberto no Grupo K
Contudo, apesar do empate, Portugal mantém intactas as aspirações de qualificação para a próxima fase. No outro encontro do Grupo K, a Colômbia venceu o Uzbequistão por 3-1 e assumiu a liderança isolada. A Seleção Nacional ocupa agora o segundo lugar em igualdade pontual com a RD Congo.
Finalmente, o próximo desafio será frente ao Uzbequistão, numa partida que poderá revelar-se decisiva para as contas do apuramento. Depois de uma estreia abaixo das expectativas, Portugal sabe que precisa de apresentar uma versão mais eficaz e consistente para continuar a sonhar com uma campanha histórica neste Mundial de 2026.


