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INTERNACIONAL

Supermercados britânicos querem travar expansão da Aldi e Lidl no Reino Unido

Editorial illustration showing Aldi and Lidl stores amid a UK supermarket competition and property covenant debate.
UK supermarkets challenge Aldi and Lidl expansion

Por José António Carvalho

A saber, a crescente expansão da Aldi e da Lidl no Reino Unido está a gerar tensão entre as principais cadeias de supermercados britânicas. Sainsbury’s, Morrisons e Iceland pediram agora à Competition and Markets Authority (CMA) que imponha novas restrições às duas cadeias alemãs devido ao uso de cláusulas imobiliárias consideradas controversas.

Segundo os retalhistas britânicos, estas cláusulas permitem limitar a abertura de novas lojas concorrentes em determinadas zonas. Reforça assim a posição da Aldi e da Lidl no mercado alimentar britânico.

Concorrência entre supermercados volta ao centro do debate

Desta forma, a discussão surge numa altura em que a Aldi e a Lidl continuam a ganhar quota de mercado no Reino Unido graças aos preços baixos e à forte aposta na expansão.

Assim, de acordo com a CMA, algumas grandes cadeias utilizaram no passado cláusulas restritivas em contratos de terrenos e imóveis comerciais. O objetivo era impedir que espaços fossem usados por outros supermercados no futuro. Essas práticas levaram o regulador britânico a criar regras específicas em 2010 para controlar a chamada “acumulação estratégica de terrenos”.

No entanto, Aldi e Lidl ficaram inicialmente de fora dessas restrições por serem vistas como cadeias discount com um modelo diferente dos supermercados tradicionais.

Agora, os concorrentes defendem que essa diferença praticamente desapareceu.

Aldi e Lidl continuam a crescer no Reino Unido

Desta forma, a Aldi tornou-se recentemente o quarto maior supermercado do Reino Unido e pretende atingir cerca de 1.500 lojas no país. Só este ano, a cadeia planeia abrir dezenas de novos espaços comerciais.

Também a Lidl mantém um forte ritmo de crescimento e já revelou uma lista com cerca de 100 localizações consideradas prioritárias para futuras lojas.

Por isso, para os supermercados britânicos, esta expansão agressiva está a alterar o equilíbrio do mercado e a dificultar a entrada de outros operadores em determinadas regiões.

Supermercados tradicionais sentem pressão dos preços baixos

Contudo, as cadeias tradicionais admitem que cada vez mais consumidores britânicos fazem as compras semanais na Aldi e na Lidl, atraídos pelos preços competitivos e por lojas mais modernas e eficientes.

Nesse sentido, a Morrisons, por exemplo, perdeu recentemente a posição entre os chamados “Big Four” da distribuição britânica precisamente para a Aldi.

Apesar das críticas, a Aldi respondeu afirmando que a sua presença trouxe mais concorrência ao setor e mais opções para os consumidores, sublinhando ainda que vende apenas uma pequena parte dos produtos normalmente disponíveis nas grandes cadeias tradicionais.

Debate pode mudar regras do setor alimentar

A decisão final da CMA poderá ter impacto direto no futuro da distribuição alimentar no Reino Unido. Caso o regulador avance com novas medidas, Aldi e Lidl poderão passar a estar sujeitas às mesmas regras aplicadas aos restantes supermercados.

No entanto, o tema promete continuar a gerar debate num mercado cada vez mais competitivo, onde o preço, a localização das lojas e o acesso aos consumidores se tornaram fatores decisivos.

Fonte: Competition & Markets Authority

Supermercados britânicos querem travar expansão da Aldi e Lidl no Reino Unido

Editorial illustration showing Aldi and Lidl stores amid a UK supermarket competition and property covenant debate.
UK supermarkets challenge Aldi and Lidl expansion

Por José António Carvalho

A saber, a crescente expansão da Aldi e da Lidl no Reino Unido está a gerar tensão entre as principais cadeias de supermercados britânicas. Sainsbury’s, Morrisons e Iceland pediram agora à Competition and Markets Authority (CMA) que imponha novas restrições às duas cadeias alemãs devido ao uso de cláusulas imobiliárias consideradas controversas.

Segundo os retalhistas britânicos, estas cláusulas permitem limitar a abertura de novas lojas concorrentes em determinadas zonas. Reforça assim a posição da Aldi e da Lidl no mercado alimentar britânico.

Concorrência entre supermercados volta ao centro do debate

Desta forma, a discussão surge numa altura em que a Aldi e a Lidl continuam a ganhar quota de mercado no Reino Unido graças aos preços baixos e à forte aposta na expansão.

Assim, de acordo com a CMA, algumas grandes cadeias utilizaram no passado cláusulas restritivas em contratos de terrenos e imóveis comerciais. O objetivo era impedir que espaços fossem usados por outros supermercados no futuro. Essas práticas levaram o regulador britânico a criar regras específicas em 2010 para controlar a chamada “acumulação estratégica de terrenos”.

No entanto, Aldi e Lidl ficaram inicialmente de fora dessas restrições por serem vistas como cadeias discount com um modelo diferente dos supermercados tradicionais.

Agora, os concorrentes defendem que essa diferença praticamente desapareceu.

Aldi e Lidl continuam a crescer no Reino Unido

Desta forma, a Aldi tornou-se recentemente o quarto maior supermercado do Reino Unido e pretende atingir cerca de 1.500 lojas no país. Só este ano, a cadeia planeia abrir dezenas de novos espaços comerciais.

Também a Lidl mantém um forte ritmo de crescimento e já revelou uma lista com cerca de 100 localizações consideradas prioritárias para futuras lojas.

Por isso, para os supermercados britânicos, esta expansão agressiva está a alterar o equilíbrio do mercado e a dificultar a entrada de outros operadores em determinadas regiões.

Supermercados tradicionais sentem pressão dos preços baixos

Contudo, as cadeias tradicionais admitem que cada vez mais consumidores britânicos fazem as compras semanais na Aldi e na Lidl, atraídos pelos preços competitivos e por lojas mais modernas e eficientes.

Nesse sentido, a Morrisons, por exemplo, perdeu recentemente a posição entre os chamados “Big Four” da distribuição britânica precisamente para a Aldi.

Apesar das críticas, a Aldi respondeu afirmando que a sua presença trouxe mais concorrência ao setor e mais opções para os consumidores, sublinhando ainda que vende apenas uma pequena parte dos produtos normalmente disponíveis nas grandes cadeias tradicionais.

Debate pode mudar regras do setor alimentar

A decisão final da CMA poderá ter impacto direto no futuro da distribuição alimentar no Reino Unido. Caso o regulador avance com novas medidas, Aldi e Lidl poderão passar a estar sujeitas às mesmas regras aplicadas aos restantes supermercados.

No entanto, o tema promete continuar a gerar debate num mercado cada vez mais competitivo, onde o preço, a localização das lojas e o acesso aos consumidores se tornaram fatores decisivos.

Fonte: Competition & Markets Authority

Supermercados britânicos querem travar expansão da Aldi e Lidl no Reino Unido

Editorial illustration showing Aldi and Lidl stores amid a UK supermarket competition and property covenant debate.
UK supermarkets challenge Aldi and Lidl expansion

Por José António Carvalho

A saber, a crescente expansão da Aldi e da Lidl no Reino Unido está a gerar tensão entre as principais cadeias de supermercados britânicas. Sainsbury’s, Morrisons e Iceland pediram agora à Competition and Markets Authority (CMA) que imponha novas restrições às duas cadeias alemãs devido ao uso de cláusulas imobiliárias consideradas controversas.

Segundo os retalhistas britânicos, estas cláusulas permitem limitar a abertura de novas lojas concorrentes em determinadas zonas. Reforça assim a posição da Aldi e da Lidl no mercado alimentar britânico.

Concorrência entre supermercados volta ao centro do debate

Desta forma, a discussão surge numa altura em que a Aldi e a Lidl continuam a ganhar quota de mercado no Reino Unido graças aos preços baixos e à forte aposta na expansão.

Assim, de acordo com a CMA, algumas grandes cadeias utilizaram no passado cláusulas restritivas em contratos de terrenos e imóveis comerciais. O objetivo era impedir que espaços fossem usados por outros supermercados no futuro. Essas práticas levaram o regulador britânico a criar regras específicas em 2010 para controlar a chamada “acumulação estratégica de terrenos”.

No entanto, Aldi e Lidl ficaram inicialmente de fora dessas restrições por serem vistas como cadeias discount com um modelo diferente dos supermercados tradicionais.

Agora, os concorrentes defendem que essa diferença praticamente desapareceu.

Aldi e Lidl continuam a crescer no Reino Unido

Desta forma, a Aldi tornou-se recentemente o quarto maior supermercado do Reino Unido e pretende atingir cerca de 1.500 lojas no país. Só este ano, a cadeia planeia abrir dezenas de novos espaços comerciais.

Também a Lidl mantém um forte ritmo de crescimento e já revelou uma lista com cerca de 100 localizações consideradas prioritárias para futuras lojas.

Por isso, para os supermercados britânicos, esta expansão agressiva está a alterar o equilíbrio do mercado e a dificultar a entrada de outros operadores em determinadas regiões.

Supermercados tradicionais sentem pressão dos preços baixos

Contudo, as cadeias tradicionais admitem que cada vez mais consumidores britânicos fazem as compras semanais na Aldi e na Lidl, atraídos pelos preços competitivos e por lojas mais modernas e eficientes.

Nesse sentido, a Morrisons, por exemplo, perdeu recentemente a posição entre os chamados “Big Four” da distribuição britânica precisamente para a Aldi.

Apesar das críticas, a Aldi respondeu afirmando que a sua presença trouxe mais concorrência ao setor e mais opções para os consumidores, sublinhando ainda que vende apenas uma pequena parte dos produtos normalmente disponíveis nas grandes cadeias tradicionais.

Debate pode mudar regras do setor alimentar

A decisão final da CMA poderá ter impacto direto no futuro da distribuição alimentar no Reino Unido. Caso o regulador avance com novas medidas, Aldi e Lidl poderão passar a estar sujeitas às mesmas regras aplicadas aos restantes supermercados.

No entanto, o tema promete continuar a gerar debate num mercado cada vez mais competitivo, onde o preço, a localização das lojas e o acesso aos consumidores se tornaram fatores decisivos.

Fonte: Competition & Markets Authority