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CULTURA & LAZER

“Azul” estreia com ovação de pé em Lisboa

Elenco da série Azul na antestreia em Lisboa na Fundação Champalimaud
Elenco de Azul na antestreia | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Série da SIC e da Opto conquista público na antestreia e promete marcar a ficção portuguesa com uma história intensa sobre clima, família e tempo

A saber, Lisboa recebeu a antestreia de “Azul”, a nova série da SIC em parceria com a Opto, num evento que encheu a Fundação Champalimaud e confirmou a forte expectativa em torno do projeto. A sala esteve repleta, reunindo elenco e várias figuras ligadas ao setor dos media, que acompanharam atentamente a exibição do primeiro episódio.

Assim, desde os primeiros minutos, tornou-se evidente que “Azul” não é apenas mais uma produção televisiva. A narrativa envolvente e a realização de Pedro Varela prenderam o público até ao último segundo. No final, a reação foi clara e espontânea: uma ovação de pé prolongada, que refletiu o impacto da história.

Dessa forma, também entre os responsáveis do canal, o entusiasmo foi evidente. Daniel Oliveira destacou a relevância do projeto, sublinhando que “AZUL é uma série que alerta consciências e este elenco magnífico e esta narrativa oferecem uma relíquia do ponto de vista da ficção nacional.”

O realizador Pedro Varela, visivelmente emocionado, recordou o percurso da produção: “Este projeto durou muito tempo, com alguns imprevistos pelo caminho. A Opto e a SIC foram os nossos parceiros desde o início, seguidos pela Terra Amarela e SIC Esperança. Sem deixar ninguém esquecido, vai o meu sincero obrigado a todos.”

Uma história atual com impacto emocional

“Azul” transporta-nos para um futuro próximo marcado pelas alterações climáticas, onde as baleias desapareceram dos oceanos. Por isso, neste cenário, o biólogo marinho Steven dos Reis prepara-se para anunciar a extinção da espécie, enquanto a sua filha, Olívia, decide seguir o seu próprio caminho.

Finalmente, ao completar 18 anos, parte para os Açores para integrar o projeto Azul, aproximando-se do mar e de um propósito maior. A jovem, que vive com trissomia 21, traz à narrativa uma dimensão humana rara, marcada pela autenticidade e sensibilidade.

Elenco dá força à narrativa

A série conta com um elenco de grande nível, onde se destacam Leonor Belo, Ricardo Pereira, Anabela Moreira e Romeu Costa, entre outros nomes que dão vida a personagens densas e emocionalmente exigentes.

Em declarações exclusivas ao Twenty4news, Pedro Varela reforçou a essência da série:
“A mensagem da série é alertar para a falta de tempo. O tempo é muito curto e passa rápido. Quando tens no elenco alguém como a Leonor, com trissomia, ela desacelera o teu tempo, o tempo de toda a gente, e isso é muito bom. Foi ela que criou a frase ‘o pior inimigo do Pedro é o tempo’… risos. Desde o início fez-nos sentir o efeito de família.”

O realizador deixou ainda uma reflexão sobre o consumo atual de conteúdos:
“O problema do ‘Azul’ é não ser visto em lugar de congregação, mas em casa, nos telemóveis. Hoje há um consumo enorme de audiovisual e estamos a lutar contra isso. A experiência de sala, com som e ambiente, junta pessoas e multiplica energia, como senti aqui hoje.”

Uma produção exigente e profundamente humana

Também Joana de Verona destacou a atualidade da narrativa:
“A minha personagem é uma investigadora ambiental islandesa que se interessa pelo aparecimento da baleia morta nos Açores. Esta série remete-nos para uma realidade futura que já existe no presente. Quando li o guião, fiquei logo interessada pela história, pelo elenco e por voltar a trabalhar com o Varela.”

Já Ricardo Pereira, que interpreta o biólogo Jacques da Silva — uma das figuras centrais da narrativa e peça-chave na investigação científica que conduz a história — sublinhou a intensidade e exigência do projeto:

“Durante todo o processo de gravações, numa série que não foi fácil de fazer, vivemos muito tempo longe da família. Passámos por várias ilhas — São Miguel, São Jorge, Faial e Pico — e ainda estivemos na Islândia. Foi uma entrega total.”

O ator destacou ainda o impacto emocional e físico da experiência:
“Em cada personagem e em cada tema sentimos a dureza física e psicológica da série. Foi o espírito de equipa que nos uniu e nos fez procurar apoio uns nos outros. Houve um verdadeiro sentido de família.”

Nesse caminho, Ricardo Pereira fez questão de sublinhar o papel determinante de Leonor Belo:
“A Leonor foi o fio condutor do princípio ao fim. Trouxe-nos ensinamento, verdade e uma ligação muito especial entre todos.”

No final, deixou uma mensagem direta ao público, quase como um convite:
“Gostava muito que vissem esta série. Foi um trabalho muito intenso, muito forte, mas com mensagens muito importantes. Hoje em dia vivemos sempre a correr, mas é preciso parar, ter tempo, tirar um tempo… olhar para esta série, entendê-la e viajar nela.”

Uma estreia que promete marcar

A forte adesão à antestreia e a reação do público deixam antever um percurso relevante para “Azul”. A série apresenta-se como uma das apostas mais ambiciosas da SIC e da Opto, tanto pela temática como pela execução.

Contudo, mais do que uma produção televisiva, “Azul” afirma-se como um convite à reflexão — sobre o tempo, o planeta e aquilo que realmente importa.

“Azul” estreia com ovação de pé em Lisboa

Elenco da série Azul na antestreia em Lisboa na Fundação Champalimaud
Elenco de Azul na antestreia | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Série da SIC e da Opto conquista público na antestreia e promete marcar a ficção portuguesa com uma história intensa sobre clima, família e tempo

A saber, Lisboa recebeu a antestreia de “Azul”, a nova série da SIC em parceria com a Opto, num evento que encheu a Fundação Champalimaud e confirmou a forte expectativa em torno do projeto. A sala esteve repleta, reunindo elenco e várias figuras ligadas ao setor dos media, que acompanharam atentamente a exibição do primeiro episódio.

Assim, desde os primeiros minutos, tornou-se evidente que “Azul” não é apenas mais uma produção televisiva. A narrativa envolvente e a realização de Pedro Varela prenderam o público até ao último segundo. No final, a reação foi clara e espontânea: uma ovação de pé prolongada, que refletiu o impacto da história.

Dessa forma, também entre os responsáveis do canal, o entusiasmo foi evidente. Daniel Oliveira destacou a relevância do projeto, sublinhando que “AZUL é uma série que alerta consciências e este elenco magnífico e esta narrativa oferecem uma relíquia do ponto de vista da ficção nacional.”

O realizador Pedro Varela, visivelmente emocionado, recordou o percurso da produção: “Este projeto durou muito tempo, com alguns imprevistos pelo caminho. A Opto e a SIC foram os nossos parceiros desde o início, seguidos pela Terra Amarela e SIC Esperança. Sem deixar ninguém esquecido, vai o meu sincero obrigado a todos.”

Uma história atual com impacto emocional

“Azul” transporta-nos para um futuro próximo marcado pelas alterações climáticas, onde as baleias desapareceram dos oceanos. Por isso, neste cenário, o biólogo marinho Steven dos Reis prepara-se para anunciar a extinção da espécie, enquanto a sua filha, Olívia, decide seguir o seu próprio caminho.

Finalmente, ao completar 18 anos, parte para os Açores para integrar o projeto Azul, aproximando-se do mar e de um propósito maior. A jovem, que vive com trissomia 21, traz à narrativa uma dimensão humana rara, marcada pela autenticidade e sensibilidade.

Elenco dá força à narrativa

A série conta com um elenco de grande nível, onde se destacam Leonor Belo, Ricardo Pereira, Anabela Moreira e Romeu Costa, entre outros nomes que dão vida a personagens densas e emocionalmente exigentes.

Em declarações exclusivas ao Twenty4news, Pedro Varela reforçou a essência da série:
“A mensagem da série é alertar para a falta de tempo. O tempo é muito curto e passa rápido. Quando tens no elenco alguém como a Leonor, com trissomia, ela desacelera o teu tempo, o tempo de toda a gente, e isso é muito bom. Foi ela que criou a frase ‘o pior inimigo do Pedro é o tempo’… risos. Desde o início fez-nos sentir o efeito de família.”

O realizador deixou ainda uma reflexão sobre o consumo atual de conteúdos:
“O problema do ‘Azul’ é não ser visto em lugar de congregação, mas em casa, nos telemóveis. Hoje há um consumo enorme de audiovisual e estamos a lutar contra isso. A experiência de sala, com som e ambiente, junta pessoas e multiplica energia, como senti aqui hoje.”

Uma produção exigente e profundamente humana

Também Joana de Verona destacou a atualidade da narrativa:
“A minha personagem é uma investigadora ambiental islandesa que se interessa pelo aparecimento da baleia morta nos Açores. Esta série remete-nos para uma realidade futura que já existe no presente. Quando li o guião, fiquei logo interessada pela história, pelo elenco e por voltar a trabalhar com o Varela.”

Já Ricardo Pereira, que interpreta o biólogo Jacques da Silva — uma das figuras centrais da narrativa e peça-chave na investigação científica que conduz a história — sublinhou a intensidade e exigência do projeto:

“Durante todo o processo de gravações, numa série que não foi fácil de fazer, vivemos muito tempo longe da família. Passámos por várias ilhas — São Miguel, São Jorge, Faial e Pico — e ainda estivemos na Islândia. Foi uma entrega total.”

O ator destacou ainda o impacto emocional e físico da experiência:
“Em cada personagem e em cada tema sentimos a dureza física e psicológica da série. Foi o espírito de equipa que nos uniu e nos fez procurar apoio uns nos outros. Houve um verdadeiro sentido de família.”

Nesse caminho, Ricardo Pereira fez questão de sublinhar o papel determinante de Leonor Belo:
“A Leonor foi o fio condutor do princípio ao fim. Trouxe-nos ensinamento, verdade e uma ligação muito especial entre todos.”

No final, deixou uma mensagem direta ao público, quase como um convite:
“Gostava muito que vissem esta série. Foi um trabalho muito intenso, muito forte, mas com mensagens muito importantes. Hoje em dia vivemos sempre a correr, mas é preciso parar, ter tempo, tirar um tempo… olhar para esta série, entendê-la e viajar nela.”

Uma estreia que promete marcar

A forte adesão à antestreia e a reação do público deixam antever um percurso relevante para “Azul”. A série apresenta-se como uma das apostas mais ambiciosas da SIC e da Opto, tanto pela temática como pela execução.

Contudo, mais do que uma produção televisiva, “Azul” afirma-se como um convite à reflexão — sobre o tempo, o planeta e aquilo que realmente importa.

“Azul” estreia com ovação de pé em Lisboa

Elenco da série Azul na antestreia em Lisboa na Fundação Champalimaud
Elenco de Azul na antestreia | Foto: José A. Carvalho

Por José António Carvalho

Série da SIC e da Opto conquista público na antestreia e promete marcar a ficção portuguesa com uma história intensa sobre clima, família e tempo

A saber, Lisboa recebeu a antestreia de “Azul”, a nova série da SIC em parceria com a Opto, num evento que encheu a Fundação Champalimaud e confirmou a forte expectativa em torno do projeto. A sala esteve repleta, reunindo elenco e várias figuras ligadas ao setor dos media, que acompanharam atentamente a exibição do primeiro episódio.

Assim, desde os primeiros minutos, tornou-se evidente que “Azul” não é apenas mais uma produção televisiva. A narrativa envolvente e a realização de Pedro Varela prenderam o público até ao último segundo. No final, a reação foi clara e espontânea: uma ovação de pé prolongada, que refletiu o impacto da história.

Dessa forma, também entre os responsáveis do canal, o entusiasmo foi evidente. Daniel Oliveira destacou a relevância do projeto, sublinhando que “AZUL é uma série que alerta consciências e este elenco magnífico e esta narrativa oferecem uma relíquia do ponto de vista da ficção nacional.”

O realizador Pedro Varela, visivelmente emocionado, recordou o percurso da produção: “Este projeto durou muito tempo, com alguns imprevistos pelo caminho. A Opto e a SIC foram os nossos parceiros desde o início, seguidos pela Terra Amarela e SIC Esperança. Sem deixar ninguém esquecido, vai o meu sincero obrigado a todos.”

Uma história atual com impacto emocional

“Azul” transporta-nos para um futuro próximo marcado pelas alterações climáticas, onde as baleias desapareceram dos oceanos. Por isso, neste cenário, o biólogo marinho Steven dos Reis prepara-se para anunciar a extinção da espécie, enquanto a sua filha, Olívia, decide seguir o seu próprio caminho.

Finalmente, ao completar 18 anos, parte para os Açores para integrar o projeto Azul, aproximando-se do mar e de um propósito maior. A jovem, que vive com trissomia 21, traz à narrativa uma dimensão humana rara, marcada pela autenticidade e sensibilidade.

Elenco dá força à narrativa

A série conta com um elenco de grande nível, onde se destacam Leonor Belo, Ricardo Pereira, Anabela Moreira e Romeu Costa, entre outros nomes que dão vida a personagens densas e emocionalmente exigentes.

Em declarações exclusivas ao Twenty4news, Pedro Varela reforçou a essência da série:
“A mensagem da série é alertar para a falta de tempo. O tempo é muito curto e passa rápido. Quando tens no elenco alguém como a Leonor, com trissomia, ela desacelera o teu tempo, o tempo de toda a gente, e isso é muito bom. Foi ela que criou a frase ‘o pior inimigo do Pedro é o tempo’… risos. Desde o início fez-nos sentir o efeito de família.”

O realizador deixou ainda uma reflexão sobre o consumo atual de conteúdos:
“O problema do ‘Azul’ é não ser visto em lugar de congregação, mas em casa, nos telemóveis. Hoje há um consumo enorme de audiovisual e estamos a lutar contra isso. A experiência de sala, com som e ambiente, junta pessoas e multiplica energia, como senti aqui hoje.”

Uma produção exigente e profundamente humana

Também Joana de Verona destacou a atualidade da narrativa:
“A minha personagem é uma investigadora ambiental islandesa que se interessa pelo aparecimento da baleia morta nos Açores. Esta série remete-nos para uma realidade futura que já existe no presente. Quando li o guião, fiquei logo interessada pela história, pelo elenco e por voltar a trabalhar com o Varela.”

Já Ricardo Pereira, que interpreta o biólogo Jacques da Silva — uma das figuras centrais da narrativa e peça-chave na investigação científica que conduz a história — sublinhou a intensidade e exigência do projeto:

“Durante todo o processo de gravações, numa série que não foi fácil de fazer, vivemos muito tempo longe da família. Passámos por várias ilhas — São Miguel, São Jorge, Faial e Pico — e ainda estivemos na Islândia. Foi uma entrega total.”

O ator destacou ainda o impacto emocional e físico da experiência:
“Em cada personagem e em cada tema sentimos a dureza física e psicológica da série. Foi o espírito de equipa que nos uniu e nos fez procurar apoio uns nos outros. Houve um verdadeiro sentido de família.”

Nesse caminho, Ricardo Pereira fez questão de sublinhar o papel determinante de Leonor Belo:
“A Leonor foi o fio condutor do princípio ao fim. Trouxe-nos ensinamento, verdade e uma ligação muito especial entre todos.”

No final, deixou uma mensagem direta ao público, quase como um convite:
“Gostava muito que vissem esta série. Foi um trabalho muito intenso, muito forte, mas com mensagens muito importantes. Hoje em dia vivemos sempre a correr, mas é preciso parar, ter tempo, tirar um tempo… olhar para esta série, entendê-la e viajar nela.”

Uma estreia que promete marcar

A forte adesão à antestreia e a reação do público deixam antever um percurso relevante para “Azul”. A série apresenta-se como uma das apostas mais ambiciosas da SIC e da Opto, tanto pela temática como pela execução.

Contudo, mais do que uma produção televisiva, “Azul” afirma-se como um convite à reflexão — sobre o tempo, o planeta e aquilo que realmente importa.