O italiano da Ducati dominou a Corrida 2 e relançou a luta pelo título, reduzindo a vantagem do turco antes da ronda final em Jerez.
Estoril, 12 de outubro de 2025 – o Mundial de Superbikes no Estoril trouxe uma reviravolta na luta pelo título, com Nicolò Bulega a impor-se de forma categórica na Corrida 2, batendo Toprak Razgatlioglu e Álvaro Bautista num confronto tático e intenso. Depois do domínio de Toprak no sábado, esperava-se nova demonstração de força da BMW, mas foi a Ducati quem respondeu em grande estilo.
Bulega arrancou de forma perfeita, assumindo o comando logo na primeira curva e imprimindo um ritmo fortíssimo desde as voltas iniciais. Com voltas muito consistentes e sem erros, o italiano controlou a corrida do princípio ao fim, demonstrando maturidade e uma gestão exemplar dos pneus. Razgatlioglu, que partia novamente da frente, perdeu posições no arranque e caiu para quinto, obrigando-se a uma recuperação paciente. Apesar de um ritmo fortíssimo na segunda metade da prova, o turco não conseguiu encurtar o suficiente para ameaçar a vitória de Bulega, terminando em segundo lugar, a pouco mais de um segundo do vencedor. Bautista completou o pódio, garantindo novo resultado sólido para a Ducati, que fechou o fim de semana com clara superioridade em corrida.
Mais atrás, Andrea Locatelli voltou a ser o melhor piloto da Yamaha, terminando em quarto lugar após um bom duelo com Alex Lowes, que fechou o top-5. As condições de pista estiveram ideais, com temperatura alta e boa aderência, o que contribuiu para um ritmo de corrida muito elevado e poucas desistências.
Com este resultado, o campeonato ficou ainda mais vivo: Razgatlioglu mantém a liderança, agora com 580 pontos, mas Bulega reduziu a diferença para 39 pontos, relançando a disputa antes da ronda final em Jerez. O turco da BMW continua em posição de força, mas o italiano da Ducati sai de Portugal moralizado e determinado a lutar até ao fim.
O Estoril despediu-se assim com um fim de semana de corridas emocionantes, marcado pela alternância de domínio entre BMW e Ducati, pela enorme qualidade dos protagonistas e por um público entusiasta que encheu as bancadas. A decisão do título fica adiada para Espanha, prometendo um desfecho à altura de uma das temporadas mais equilibradas dos últimos anos.




