
Por José António Carvalho
Portugal tem no seu património uma das maiores riquezas. No entanto, preservar essa herança exige mais do que memória. Exige ação, consciência e compromisso. Num país onde o turismo cresce e as cidades evoluem rapidamente, proteger a identidade cultural tornou-se essencial. Caso contrário, corre-se o risco de perder aquilo que nos distingue.
Ao mesmo tempo, valorizar o património é também investir no futuro. Cada monumento, cada tradição e cada obra arquitetónica representam oportunidades para reforçar a atratividade do país. Por isso, não basta conservar. É fundamental dar vida ao património e aproximá-lo das pessoas.
É neste contexto que regressa um dos projetos mais mobilizadores em Portugal.
As 7 Novas Maravilhas de Portugal estão de volta para eleger o melhor do património nacional
Quase duas décadas depois da primeira edição, as 7 Novas Maravilhas de Portugal estão de volta. O projeto aposta novamente na valorização do património e coloca em destaque a riqueza histórica, cultural e arquitetónica do país.
A apresentação oficial decorreu esta terça-feira, 17 de março, no MAAT Central, em Lisboa, perante dezenas de convidados. Desde o primeiro momento, ficou claro o objetivo: mobilizar o país e reforçar o orgulho na identidade nacional.
Um projeto que une tradição e modernidade
Luís Segadães, presidente das 7 Novas Maravilhas de Portugal, destacou o significado deste regresso. Segundo o responsável, esta será a edição mais abrangente de sempre. Além disso, sublinhou que o projeto liga séculos de história a um Portugal moderno e em constante evolução.
Ao mesmo tempo, a TVI junta-se como televisão oficial da iniciativa. José Eduardo Moniz defendeu que valorizar o património faz parte da missão do canal. Para o diretor-geral, o projeto reforça a ligação ao território e à memória coletiva dos portugueses.
Um impulso para o turismo e para o país
Por outro lado, o impacto vai além da cultura. Nuno Santana, CEO da NIU Experience Agency, explicou que o projeto vai percorrer o país e envolver as comunidades locais. Assim, espera-se uma forte mobilização das populações.
Também o Turismo de Portugal reconhece a importância da iniciativa. Lídia Monteiro sublinhou que valorizar o património ajuda a afirmar o país como destino turístico. Além disso, destacou o contributo para a coesão territorial e para o desenvolvimento sustentável.
Uma edição com impacto social e económico
Esta edição surge num contexto exigente. A recente tempestade Kristin afetou várias regiões, sobretudo no centro do país. Nesse sentido, o projeto pretende contribuir para a recuperação económica e emocional dos territórios.
Ao dinamizar o turismo interno e a economia local, a iniciativa assume um papel ativo no apoio às comunidades. Por isso, o impacto esperado vai muito além do concurso.
Sete categorias para representar todo o país
A nova edição organiza-se em sete categorias. O objetivo passa por garantir uma representação equilibrada do território e da diversidade patrimonial.
Entre as categorias estão Castelos, Religião, História, Grandes Obras e exemplos da arquitetura dos séculos XX e XXI, além do Turismo. Desta forma, o concurso reflete a pluralidade cultural e arquitetónica de Portugal.
As candidaturas decorrem até 7 de abril. Cada proposta pode incluir até sete patrimónios e deve ser submetida através do site oficial do projeto.
Processo transparente até à grande final
Depois da fase de candidaturas, segue-se uma avaliação técnica por especialistas. Em seguida, realizam-se as eliminatórias regionais, que antecedem a grande final.
A eleição final está marcada para 12 de setembro, onde será escolhido um vencedor por categoria. Todo o processo será auditado de forma independente pela PwC, garantindo transparência e credibilidade.



